Em uma análise, propõe-se a criação de um lugar em que a palavra circule o mais livremente possível, em que se recolha tudo aquilo que dificulta seu movimento, em que se possa falar do que faz sofrer, mas não só. Tem portanto a linguagem como veículo pois entre palavras (faladas, vivas, em movimento), gestos e silêncios, escuta-se algo do inconsciente.

       Com isso busco compor espaço para que o/a analisante (paciente) possa falar de si e sobre sua situação, com o máximo de abertura que lhe for viável, a cada sessão. Deixa-se levar pelo fio condutor da fala. Fala que é corpo, que marca, que modifica aquele que diz.

     Esta experiência, que produz efeitos no corpo e no psiquismo, permite ao analisante começar a entrar em contato com aquilo que o impede de seguir adiante, com seus tensionamentos, suas contradições e impasses; com as repetições, que de algum modo sente que não lhe cabem mais. Para que a partir desse lugar possa emergir sua própria voz, com o traço singular. Para que dali possa se abrir vias para fazer diferente em relação àquilo de que se queixa.

     Uma análise jamais será igual à outra e cada sessão tem seu ritmo próprio. Por isso costumamos dizer que está sempre a se reinventar. Demanda entrega e persistência. Isso não quer dizer que demore para que se comece a sentir seus efeitos, para que provoque mudanças, sejam elas sutis ou mais evidentes.

      Trata-se muitas vezes de reescrever, de reconstruir a própria história. Dito de maneira ampla, espera-se que através do percurso de seu trabalho analítico, o analisante caminhe na direção de recuperar a capacidade de fruir e realizar na vida.

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© Florianópolis, 2020 por Dante Salles